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Artigos › 27/03/2020

Sim, vamos voltar a abraçar nossos entes queridos!

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No início de 2017, o Papa Francisco dedicou uma de suas catequeses ao tema da esperança. Agora, sob a sombra da pandemia, é um momento perfeito para revisar nossa compreensão da virtude teológica da esperança e garantir que vivamos nela, ajudando outros a vivê-la. Como diz o Papa: “Nós cristãos somos homens e mulheres de esperança”.

O Santo Padre retirou da primeira carta de São Paulo o conceito da Igreja de Tessalônica, que na época da redação do texto “havia acabado de ser estabelecida e a apenas alguns anos a separavam do evento da Páscoa de Cristo”.

Esses primeiros crentes não estavam lutando tanto para crer na ressurreição de Cristo, mas para crer na ressurreição dos mortos, explicou o Papa:

“Nesse sentido, esta carta é mais relevante do que nunca. Cada vez que enfrentamos nossa morte, ou a de uma pessoa querida, sentimos que nossa fé é posta à prova. Todas as nossas dúvidas emergem, toda a nossa fragilidade, e nos perguntamos: mas haverá verdadeiramente vida após a morte …? Ainda poderei ver e abraçar novamente as pessoas que amei …? Todos temos um pouco de medo devido a essa incerteza sobre a morte.

Paulo, diante desses medos, exorta a jovem Igreja a usar a fé como um capacete, especialmente nos momentos mais difíceis da vida. “É um capacete. É isso que a esperança cristã é”, disse Francisco.

O Papa esclareceu:

“Quando falamos de esperança, podemos ser levados a interpretá-la de acordo com o significado comum do termo, isto é, em referência a algo belo que desejamos, mas que pode ou não ser alcançado. … As pessoas dizem, por exemplo: ‘Espero que o tempo esteja bom amanhã!’. Mas sabemos que pode haver mau tempo no dia seguinte … A esperança cristã não é assim.

A esperança cristã é a expectativa de algo que já foi cumprido; a porta está lá, e espero alcançá-la. O que eu tenho que fazer? Andar em direção à porta! Estou certo de que chegarei à porta. É assim que a esperança cristã é: ter a certeza de que estou caminhando em direção a algo que é, não algo que espero que seja. Essa é a esperança cristã. A esperança cristã é a expectativa de algo que já foi cumprido e que certamente será cumprido para cada um de nós.”

Além disso, nossa própria ressurreição e a de nossos entes queridos “não é algo que pode ou não acontecer, mas é uma certa realidade, porque está enraizada no evento da ressurreição de Cristo”.

O Santo Padre disse que viver na esperança significa aprender a viver na expectativa, e ele o comparou a uma mulher que está grávida. Ela vive na expectativa de ver o olhar de seu filho.

O Papa continuou falando das palavras de São Paulo: “Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, se acordamos ou dormimos, possamos viver com ele” (1 Ts 5,10). “Essas palavras sempre geram grande conforto e paz”, disse ele.

Portanto, também somos chamados a orar pelas pessoas amadas que nos deixaram, para que possam viver em Cristo e estar em plena comunhão conosco.

Continua o Papa:

“Algo que toca profundamente meu coração é uma expressão de São Paulo, também dirigida aos Tessalonicenses. Isso me enche de certa esperança. Assim, ele diz: ‘e assim estaremos sempre com o Senhor’ (4,17). É maravilhoso: tudo passa, mas, após a morte, estaremos sempre com o Senhor. É a certeza total da esperança …

Você acredita nisso? Estou lhe perguntando: você acredita nisso? … E lá, com o Senhor, nos encontraremos. Assim, peçamos ao Senhor que ensine nosso coração a ter esperança na ressurreição, para que possamos aprender a viver na expectativa certa do encontro com ele e com todos os nossos entes queridos.”

Via Aleteia

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